A constatação é unânime: para a Playboy, 2011 não foi um bom ano por diversos motivos, e nem preciso citá-los mais uma vez. Pelo menos a revista teve a chance de aprender com os próprios erros. Realmente espero que tenha reconhecido-os e aprendido com eles.
No que se refere ao blog, foi um ano um pouco causticante. Fiz o possível para mantê-lo atualizado, para garantir discussões bacanas, para que formássemos um grupo de pessoas que compartilham de uma mesma paixão. Mas um grupo de pessoas sensatas, críticas. Será que consegui? Fui buscar a resposta no arquivo do RQA.
Foram, contando com esta, 626 postagens em 2011. Acho que poucas coisas relacionadas à revista não viraram pauta aqui. Até mesmo declarações de ex-estrelas sobre a Playboy foram compartilhadas, como a de Lívia Andrade, Carla Perez e Juliana Paes - todas sugestões de vocês. Também estudamos a possibilidade de algumas delas tirarem a roupa no futuro, como foi o caso de Thais Fersoza. Thais foi um dos maiores desejos do ano, e nos rendeu vários posts.
Outra que rendeu muito foi Adriane Galisteu. Desde o anúncio de assinatura do contrato até o comentário de seu ensaio, foram 31 postagens com seu nome. Agora temos registrada uma cobertura desse retorno, que pode ser rememorada a qualquer momento. Basta dar vontade.
Algumas estrelas toparam dar entrevista para nós. Tânia Oliveira, Dany Giehl e Ellen Rocche não só aceitaram falar conosco como assinaram suas edições para sortearmos. Regiane Alves nos surpreendeu com sua humildade e Marlos Bakker falou sobre os ensaios que assinou para a revista. A querida Kika Paulon, editora visual da Playboy, contou algumas curiosidades de bastidores dos ensaios, e Thays Leão, Laisa Portela e Ana Maria Rodrigues, candidatas do concurso Preferência Nacional 2011, tiveram espaço para pedir os votos de vocês.
Nem só de mulher pelada vive o RQA. Avaliamos o conteúdo de quase todas as edições de 2011, incluindo moda, quadrinhos, ilustração e humor. As entrevistas mais polêmicas do ano, de Jair Bolsonaro e Sandy, também foram discutidas aqui. Assim como discutimos a baixa vendagem da revista e a possível ameaça que o retorno da Status poderia representar. No fim, não houve ameaça alguma.
Mas reconhecemos que, com a concorrência acirrada, nós é que saímos ganhando. Por isso não deixamos de enxergar que a Sexy, dentro do possível, fez um bom trabalho este ano, ainda que, enquanto leitores da Playboy, tivemos que lamentar a perda de Diana e de Carol Nakamura ao mesmo tempo. Ah, sim: rolou uma trollada com os músculos de Gracyanne exibidos na edição de dezembro. Faz parte.
Trollar. Esse novo verbo foi bem usado em 2011. Tanto é que fomos classificados como trolls ao explicitarmos nossas opiniões, inevitavelmente negativas, por quem deveria avaliá-las em vez de menosprezá-las. Uma intolerância que me fez escrever um grande desabafo. Dentro das circunstâncias, foi inevitável.
E não fui só eu que escrevi aqui. Eu pude contar com a colaboração de muitos leitores para a nova seção Histórias de Colecionadores, pensada como uma forma de comemorar os 36 anos da Playboy. Teve leitor que confessou ter ido atrás de uma edição a cavalo, outro descreveu seu encontro com Fernanda Paes Leme e um outro até se vestiu como o homem-coelho da capa da Xuxa. Meu muito obrigado a todos vocês.
Outra seção que deu certo foi a Ensaio Memorável. Através de enquetes, vocês escolheram ensaios de determinado mês que consideram especiais, dignos de serem lembrados. Foi assim que relembramos juntos os ensaios de Andréa Guerra, Flávia Monteiro, Monique Evans, Maryeva, Marcella Praddo, Regiane Alves, Scheila & Sheila, Mylla Christie e Kelly Key.
Não é só. Demos adeus à Cibele Dorsa, Liz Taylor e Rosenery Mello, relembramos todas as ex-estrelas estrábicas, as ninfetas e os repetecos-relâmpago. O assunto Ariadna possibilitou que falássemos de Roberta Close e até de outra transexual esquecida, a Tula Cossey. Mostrei que sou neurótico com edições defeituosas e ensinei como se "lava" e como se ensaca uma revista, além de ter atentado quanto à enganação que rola com os sebos online. E mostrei algumas das minhas aquisições.
Sim, é claro: avaliamos com rigor as capas e ensaios das doze estrelas de 2011. Tudo sobre Andressa Ribeiro, Dany Giehl, Michelly, Babi, Jaqueline, Maria, Tchecas, Adriane, Adriana, Desirée, Cacau e Bárbara está devidamente arquivado. Para rever algo, é só clicar nos nomes delas, ou em qualquer outro link deste post.
Voltando à dúvida do início do post, acho que a meta foi cumprida, principalmente se eu levar em consideração os fatores tempo e ânimo próprio - a revista tratou de nos desanimar ao longo do ano. Então agradeço aos leitores que contribuíram com suas visitas, comentários e sugestões. E até o ano que vem. Espero que estejamos com as esperanças renovadas.
Boas festas!
Imagens: Reprodução/Divulgação.
Friday, December 23, 2011
Thursday, December 22, 2011
Aconteceu em 2011
Você sabia que a Playboy tentou convencer a ex-Casseta Maria Paula a posar em 2007? E que, se dependesse da revista, Adriane Galisteu teria sido capa em dezembro de 2006? Pra não deixar que esse tipo de curiosidade seja esquecida, e que fique registrada, garantindo nosso conhecimento colecionístico, fiz uma compilação das curiosidades relacionadas à revista que ocorreram em 2011. Assim você vai poder contar vantagem em cima daquele seu amigo colecionador de meia-tigela...
ESTRELA EM FUGA
A maior curiosidade de 2011 foi o caso Fernanda Tedeschi. Depois da notícia de que havia assinado contrato com a Playboy, divulgada em abril, a irmã de Marcela Temer chegou a declarar para a imprensa o quanto estava animada para seu ensaio. Em outubro apareceu na revista num anúncio oficial como uma das próximas capas, e já no mês seguinte sumiu do mapa, dando sinal de vida através de uma carta enviada à redação, informando a desistência do ensaio. Coube à Veja divulgar o acontecimento, que aparentemente teve o dedo do vice-presidente Michel Temer, seu cunhado, por trás.
NUDEZ INTERNACIONAL
Este ano Playboy quebrou o jejum de seis anos sem ensaios fotografados fora do país. O último havia sido em janeiro de 2005, com Luma de Oliveira na África do Sul. A responsável por isso foi Maria Melilo, a campeã do BBB11, que antes de assinar contrato anunciou que, se posasse, seria em Las Vegas ou Buenos Aires. Acabaram optando pela alternativa mais próxima - e barata -, mas a preguiça de J.R. Duran ao explorar a locação impediu-nos de reconhecer a cidade no ensaio. Depois veio a superprodução com Adriane Galisteu na Itália, investimento que valeu a pena, e Adriana no Uruguai. Este último, se tivesse sido feito num hotel em Caraguatatuba, teria dado no mesmo.
SONHOS NÃO REALIZADOS
Playboy ao menos tentou desnudar duas grandes estrelas inéditas este ano. Se contássemos só com a discrição da revista durante as negociações, talvez não soubéssemos que Carol Dieckmann negociou para ser capa de agosto e Thais Fersoza para a de dezembro. Ainda bem que existe uma imprensa ávida por notícia e um excelente blog especializado no assunto. A parte do blog foi só pra descontrair.
A SUCESSORA DE ROBERTA CLOSE, SÓ QUE NÃO
2011 também vai ser lembrado como o ano em que Playboy fotografou pela terceira vez uma transexual nua. Ariadna Thalia, a primeira eliminada do BBB11, foi capa de uma edição especial lançada no final de março, após ter sido "aprovada" pelos "leitores" numa enquete no site da revista, que perguntava aos navegantes se ela deveria ou não mostrar o resultado de sua cirurgia de mudança de sexo. Tudo isso suscitou discussões entre nós, leitores. Alguns alegaram ser importante essa postura libertária e evoluída da revista, enquanto outros defendiam que seria um equívoco. Final da história: o ensaio foi extremamente criticado pelo conservadorismo (o "enigma" não foi claramente mostrado) e não se falou em vendas expressivas. Queimaram o filme à toa?
CAPA PARA ASSINANTE
Em agosto, com o retorno de Galisteu, a revista estudou uma maneira de tornar a ocasião mais especial, agradando seus assinantes. Antes que recebêssemos nossas edições em casa, fomos informados de que não seria uma capa igual a que iria para as bancas, e sim uma diferenciada. Animados, cogitamos que fosse capa dura, foto em P&B e coisas do tipo, mas no final descobrimos que era só uma capa sem chamadas. Para nossa surpresa, tivemos capa sem chamadas no mês seguinte, e no seguinte, e no seguinte. Isso parece ter sido abortado definitivamente agora em dezembro, já que todos recebemos a versão normal, com chamadas. Não sei se a mudança agradou a todos, mas é certo que Playboy vendeu algumas centenas exemplares a mais: os colecionadores mais entusiasmados fizeram questão de possuir ambas as versões, além da alternativa.
NEM FOTO, NEM ENTREVISTA
No final de abril a cantora Preta Gil disse em seu Twitter que havia dado uma entrevista à Playboy. De quebra, postou uma foto de backstage, enquanto se maquiava para ser fotografada para a revista (acima). Como a entrevista seria ilustrada com uma foto sua, concluimos que seria para as 20P. Só que os meses passaram e nada. Absolutamente nada foi publicado. Das duas, uma: ou a foto não ficou boa (o que é improvável), ou a entrevista não rendeu. Literalmente foi pra gaveta.
Imagens: Reprodução/Divulgação.
ESTRELA EM FUGA
A maior curiosidade de 2011 foi o caso Fernanda Tedeschi. Depois da notícia de que havia assinado contrato com a Playboy, divulgada em abril, a irmã de Marcela Temer chegou a declarar para a imprensa o quanto estava animada para seu ensaio. Em outubro apareceu na revista num anúncio oficial como uma das próximas capas, e já no mês seguinte sumiu do mapa, dando sinal de vida através de uma carta enviada à redação, informando a desistência do ensaio. Coube à Veja divulgar o acontecimento, que aparentemente teve o dedo do vice-presidente Michel Temer, seu cunhado, por trás.
NUDEZ INTERNACIONAL
Este ano Playboy quebrou o jejum de seis anos sem ensaios fotografados fora do país. O último havia sido em janeiro de 2005, com Luma de Oliveira na África do Sul. A responsável por isso foi Maria Melilo, a campeã do BBB11, que antes de assinar contrato anunciou que, se posasse, seria em Las Vegas ou Buenos Aires. Acabaram optando pela alternativa mais próxima - e barata -, mas a preguiça de J.R. Duran ao explorar a locação impediu-nos de reconhecer a cidade no ensaio. Depois veio a superprodução com Adriane Galisteu na Itália, investimento que valeu a pena, e Adriana no Uruguai. Este último, se tivesse sido feito num hotel em Caraguatatuba, teria dado no mesmo.
SONHOS NÃO REALIZADOS
Playboy ao menos tentou desnudar duas grandes estrelas inéditas este ano. Se contássemos só com a discrição da revista durante as negociações, talvez não soubéssemos que Carol Dieckmann negociou para ser capa de agosto e Thais Fersoza para a de dezembro. Ainda bem que existe uma imprensa ávida por notícia e um excelente blog especializado no assunto. A parte do blog foi só pra descontrair.
A SUCESSORA DE ROBERTA CLOSE, SÓ QUE NÃO
2011 também vai ser lembrado como o ano em que Playboy fotografou pela terceira vez uma transexual nua. Ariadna Thalia, a primeira eliminada do BBB11, foi capa de uma edição especial lançada no final de março, após ter sido "aprovada" pelos "leitores" numa enquete no site da revista, que perguntava aos navegantes se ela deveria ou não mostrar o resultado de sua cirurgia de mudança de sexo. Tudo isso suscitou discussões entre nós, leitores. Alguns alegaram ser importante essa postura libertária e evoluída da revista, enquanto outros defendiam que seria um equívoco. Final da história: o ensaio foi extremamente criticado pelo conservadorismo (o "enigma" não foi claramente mostrado) e não se falou em vendas expressivas. Queimaram o filme à toa?
CAPA PARA ASSINANTE
Em agosto, com o retorno de Galisteu, a revista estudou uma maneira de tornar a ocasião mais especial, agradando seus assinantes. Antes que recebêssemos nossas edições em casa, fomos informados de que não seria uma capa igual a que iria para as bancas, e sim uma diferenciada. Animados, cogitamos que fosse capa dura, foto em P&B e coisas do tipo, mas no final descobrimos que era só uma capa sem chamadas. Para nossa surpresa, tivemos capa sem chamadas no mês seguinte, e no seguinte, e no seguinte. Isso parece ter sido abortado definitivamente agora em dezembro, já que todos recebemos a versão normal, com chamadas. Não sei se a mudança agradou a todos, mas é certo que Playboy vendeu algumas centenas exemplares a mais: os colecionadores mais entusiasmados fizeram questão de possuir ambas as versões, além da alternativa.
NEM FOTO, NEM ENTREVISTA
No final de abril a cantora Preta Gil disse em seu Twitter que havia dado uma entrevista à Playboy. De quebra, postou uma foto de backstage, enquanto se maquiava para ser fotografada para a revista (acima). Como a entrevista seria ilustrada com uma foto sua, concluimos que seria para as 20P. Só que os meses passaram e nada. Absolutamente nada foi publicado. Das duas, uma: ou a foto não ficou boa (o que é improvável), ou a entrevista não rendeu. Literalmente foi pra gaveta.
Imagens: Reprodução/Divulgação.
O ano da Playboy USA
Em tempos em que se vislumbra o fim das revistas, mais do que nunca elas precisam virar assunto, repercutir, ser relevantes para, quem sabe, vender mais e não ter seu fim decretado precocemente.
Isso de um modo geral, claro, mas em Playboy, cujas vendas só caem, essa consciência é bastante nítida. Peguemos a Playboy USA como exemplo. Sob a gestão de Jimmy Jillinek, o diretor editorial, a revista tornou-se mais atual, pop, reconheceu a importância de se ter mulheres conhecidas na capa - contratadas de acordo com as suas possibilidades, evidente. Uma prova disso é que este ano a Playmate of the Year não ganhou capa. Ter só uma mulher bonita não basta. A Playboy USA também apostou em grandes nomes (Lizzy Jagger, Daisy Lowe), ganchos sensacionalistas (Bree Olson, a ex-Charlie Sheen, Crystal Harris e o casamento cancelado) e voltou-se para o passado (Laura Benanti, Pamela). Está longe de ser perfeita, mas pelo menos não ficou indiferente às necessidades atuais.
Isso de um modo geral, claro, mas em Playboy, cujas vendas só caem, essa consciência é bastante nítida. Peguemos a Playboy USA como exemplo. Sob a gestão de Jimmy Jillinek, o diretor editorial, a revista tornou-se mais atual, pop, reconheceu a importância de se ter mulheres conhecidas na capa - contratadas de acordo com as suas possibilidades, evidente. Uma prova disso é que este ano a Playmate of the Year não ganhou capa. Ter só uma mulher bonita não basta. A Playboy USA também apostou em grandes nomes (Lizzy Jagger, Daisy Lowe), ganchos sensacionalistas (Bree Olson, a ex-Charlie Sheen, Crystal Harris e o casamento cancelado) e voltou-se para o passado (Laura Benanti, Pamela). Está longe de ser perfeita, mas pelo menos não ficou indiferente às necessidades atuais.
Realmente, tempos difíceis. Mas o texto foi só uma desculpa para poder postar todas as capinhas lado a lado. Podem clicar que elas aumentam
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Gigante sem-vergonha
Não sei quem é essa tal de Stacey, capa de dezembro da Playboy Holanda. Ao que tudo indica ela é cantora, pois em seu texto de apresentação, em holandês, só reconheci a menção do programa X-Factor, aquele que busca novos talentos musicais. Também não sei se há algum filme recém-lançado com gigantes, ou até uma série de sucesso, realmente estou por fora, que tenha motivado a feitura desse ensaio surrealista, na qual Stacey é uma gigante que quer sensualizar nua pela metrópole...
Stacey: uma mulher para 500 talheres
Imagens: Reprodução.
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Wednesday, December 21, 2011
Playboy Álbum de Capas: 1975 - 2005
Álbum de capas da Playboy lançado em 2005: item de colecionador
Na foto, o verso da capa/contracapa e sumário: tudo muito caprichado, bem desenhado. Tem coisa mais bonita que capinhas lado a lado?
A edição conta a história da revista através dos destaques de cada década. Na de 1970, as capas de quando ainda tinha o título Homem e as colaborações mais que especiais
Nos anos 1980, as estrelas invadiram a revista. Além delas, Aninha Bonita e Gostosa e o Mineirinho de Ziraldo deixavam Playboy bem-humorada. E enfim se viu livre de censura
Foi nos anos 1990 que Playboy mais vendeu exemplares. O primeiro ano dessa década foi marcado pela terceira capa de Luma de Oliveira e a volta de Roberta Close operada
A partir do ano 2000 Playboy se empenhou em conquistar novos leitores, já que o seu público estava envelhecendo. Abrindo a nova década, a nudez inesquecível de Vera Fischer
Na contracapa, palavras de Thomaz Souto Corrêa avaliando a edição
Imagens: Reprodução.
(Obrigado, Romualdo)
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Histórias que nossos pais não nos contaram
Não se trata de conservadorismo, ou algo do tipo, mas acho prudente que tenham bom senso na hora de usar personagens clássicos infantis como fantasia-fetiche para ensaios sensuais. Se a indumentária de certas profissões já causam polêmica quando usadas para essa finalidade erótica, como a de comissárias de bordo e enfermeiras, é bem possível que uma fantasia de Branca de Neve depravada enfureça os defensores da imagem pura e casta das personagens de contos de fadas. Sem levar isso em consideração, a Playboy Romênia anunciou em sua última capa de 2011 que a Branca de Neve existe, sim. E não só existe como é bem gostosa e safadinha, e está peladinha...
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Tuesday, December 20, 2011
Pelo bom uso da cor
Que os visitantes de passagem pelo RQA não julguem a nós, colecionadores mais entusiasmados, porque o assunto que tratarei agora é aparentemente frívolo (como se os demais comentados aqui fossem ultra relevantes).
Assunto: lombada. Lombada, pra quem ainda não foi apresentado ao significado da palavra, é aquela margem esquerda quadrada das revistas (quadrada quando não é do tipo "canoa", ou seja, com grampos), que une as duas capas e onde contém as informações sobre a edição. No caso da Playboy, onde está escrito o mês e ano, quem é a estrela, o entrevistado e a matéria de destaque. É pela lombada que nós identificamos a edição que queremos tirar da pilha para rever.
Nos últimos anos, com trocas de diretores de arte, a lombada da Playboy passou por várias mudanças. Uma das mais desnecessárias, pra mim, foi o uso da tipografia "target", aquela usada em tamanho exagerado nas capas de 2007. O uso dessa fonte só foi abolida em maio deste ano (havia sido adotada em março de 2007).
Mas o que mais incomoda atualmente é o uso da cor. Ou, melhor, ausência. Todos sabemos que a Playboy brasileira, quando passou a ter lombada quadrada, em 1985, escolheu o branco para garantir a legibilidade das informações. Isso foi até meados dos anos 90, quando finalmente as cores invadiram a lombada. E isso acabou dando identidade às edições, além de ter tornado mais agradável a observação das pilhas de revistas. Sem contar com a praticidade de encontrar uma edição.
Em 2006 houve uma tentativa de padronizar o uso do vermelho. Incomodou, mas por sorte não durou o suficiente para nossa implicância tomar proporções gigantescas. No ano seguinte, aconteceu outra vez, só que com o branco. Tivemos uma sequência considerável de lombadas brancas.
Toco no assunto porque o branco imperou em 2011: apenas três edições têm lombadas coloridas (abril, julho e novembro). Evidente que garantir a legibilidade das informações é a maior preocupação, mas muitas dessas lombadas poderiam ter sido continuação da foto da capa, sem comprometer a leitura. Para uma cor escura, por exemplo, as palavras em branco resolvem o problema.
Como puderam perceber, é uma observação aparentemente fútil, mas nem tanto. Que no próximo ano tenhamos edições com um visual próprio, personalizadas. Os colecionadores agradecerão.
Assunto: lombada. Lombada, pra quem ainda não foi apresentado ao significado da palavra, é aquela margem esquerda quadrada das revistas (quadrada quando não é do tipo "canoa", ou seja, com grampos), que une as duas capas e onde contém as informações sobre a edição. No caso da Playboy, onde está escrito o mês e ano, quem é a estrela, o entrevistado e a matéria de destaque. É pela lombada que nós identificamos a edição que queremos tirar da pilha para rever.
Nos últimos anos, com trocas de diretores de arte, a lombada da Playboy passou por várias mudanças. Uma das mais desnecessárias, pra mim, foi o uso da tipografia "target", aquela usada em tamanho exagerado nas capas de 2007. O uso dessa fonte só foi abolida em maio deste ano (havia sido adotada em março de 2007).
Mas o que mais incomoda atualmente é o uso da cor. Ou, melhor, ausência. Todos sabemos que a Playboy brasileira, quando passou a ter lombada quadrada, em 1985, escolheu o branco para garantir a legibilidade das informações. Isso foi até meados dos anos 90, quando finalmente as cores invadiram a lombada. E isso acabou dando identidade às edições, além de ter tornado mais agradável a observação das pilhas de revistas. Sem contar com a praticidade de encontrar uma edição.
Em 2006 houve uma tentativa de padronizar o uso do vermelho. Incomodou, mas por sorte não durou o suficiente para nossa implicância tomar proporções gigantescas. No ano seguinte, aconteceu outra vez, só que com o branco. Tivemos uma sequência considerável de lombadas brancas.
Toco no assunto porque o branco imperou em 2011: apenas três edições têm lombadas coloridas (abril, julho e novembro). Evidente que garantir a legibilidade das informações é a maior preocupação, mas muitas dessas lombadas poderiam ter sido continuação da foto da capa, sem comprometer a leitura. Para uma cor escura, por exemplo, as palavras em branco resolvem o problema.
Como puderam perceber, é uma observação aparentemente fútil, mas nem tanto. Que no próximo ano tenhamos edições com um visual próprio, personalizadas. Os colecionadores agradecerão.
Foto que tirei há bastante tempo, com edições de 2007, 2008 e 2009. Na base da pilha, a sequência de lombadas brancas citada no texto. Atualmente, o branco domina
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lombada





















